terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Curiosidades


O Xadrez, a Música e a Matemática são os únicos setores da atividade humana em que se conhecem casos de crianças prodígio.
O campeão nacional absoluto mais jovem de todos os tempos e de todas as modalidades esportivas é um jogador de Xadrez. Trata-se do peruano Júlio Granda Zuñinga, campeão nacional aos 6 anos de idade.
Na década de 1980, na ex-URSS, por duas vezes um jogador de Xadrez foi eleito atleta do ano, destacando-se entre praticantes de todas as outras modalidades. Foram eles: Anatoli Karpov (1981) e Garry Kasparov (1985).
O Xadrez é o único esporte em que uma mulher conseguiu conquistar um campeonato numa competição mista contra homens. Trata-se da campeã húngara Judit Polgar, considerada a melhor jogadora de todos os tempos.
O Xadrez é a única modalidade esportiva que permite a uma pessoa enfrentar grande número de adversários ao mesmo tempo, em condições de aproximada igualdade.
Segundo o presidente da FIDE (Fédération Internationale Des Échecs), existem atualmente cerca de 500 milhões de pessoas que jogam Xadrez.
O Xadrez é disciplina escolar obrigatória na Romênia e as notas em Matemática dependem em 33% do desempenho no Xadrez.
O nome do jogo, em português Xadrez e em espanhol Ajedrez, parece vir do árabe Shatranj. Em várias outras línguas européias o nome parece ter mais relação com a peça principal do jogo na Pérsia, o shah. São nomes como Chess (inglês), Shach (alemão) e Échecs (francês).
A dama, ou rainha, era antes a figura do vizir, ou ministro. A torre, rook em inglês, era na Pérsia rukh, carruagem. O elefante, pil na Índia, se tornou o espanhol alfil, na maior parte dos países conhecido como bispo. Na França é curiosamente conhecido como fou, ou bobo da corte. O cavaleiro, em várias línguas se tornou o cavalo, como em portugês, espanho e italiano.
Na Índia o jogo era originalmente jogado por quatro jogadores, cada um com oito peças. Ocorria uma aliança de dois contra os outros dois. Na evolução do jogo, os quatro exércitos acabaram se fundindo em dois exércitos de 16 peças cada.
No século XIX, a ascensão das rainhas Isabel II (Espanha) e Victória (Inglaterra) deu força à rainha no xadrez. Hoje a peça se movimenta quantas casas quiser e é a mais ofensiva do jogo. Mas não ameaça a supremacia do rei. Outra peça que ganhou poder foi o peão. Quando chega a ultima linha do lado do adversário, pode se trocado por qualquer peça, exceto o rei. A jogada reflete o pensamento liberal dos séculos XVIII e XIX, segundo o qual qualquer pessoa podia subir na vida, embora jamais pudesse se tornar rei.
A primeira partida de xadrez que se tem notícia data de 1485 aproximadamente e teve como oponentes Castellvi e Viñoles. Foi utilizada a Defesa Escandinava. Os lances foram os seguintes: 1.e4 d5 2.exd5 Dxd5 3.Cc3 Dd8 4.Bc4 Cf6 5.Cf3 Bg4 6.h3 Bxf3 7.Dxf3 e6 8.Db7 Cbd7 9.Cb5 Tc8 10.Ca7 Cb6 11.Cxc8 Cxc8 12.d4 Cd6 13.Bb5 Cxb5 14.Dxb5 Cd7 15.d5 exd5 16.Be3 Bd6 17.Td1 Df6 18.Td5 Dg6 19.Bf4 Bxf4 20.Dxd7 Rf8 21.Dd8++ 1-0.
O “mate do espelho” é aquele no qual as oito casas adjacentes ao rei estão desocupadas. Quase aconteceu na partida disputada no tradicional certame de Wijk Aan Zee, na Holanda, em 1974, entre o norte americano Walter Browne, com as brancas, e o argentino Miguel Quinteros, conduzindo as pretas. Foi assim (Defesa Siciliana): 1.e4 c5 2.Cf3 d6 3.Bb5+ Bd7 4.Bxd7 Dxd7 5.c4 Dg4 6.O-O Dxe4 7.d4 cxd4 8.Te1 Dc6 9.Cxd4 Dxc4 10.Ca3 Dc8 11.Bf4 Dd7 12.Cab5 e5 13.Bxe5 dxe5 14.Txe5 Be7 15.Td5 Dc8 16.Cf5 Rf8 17.Cxe7 Rxe7 18.Te5+ (1-0). A continuação seria 18...Rf6 19.Df3+ Re5 20.Te1++, produzindo-se o “mate do espelho”.
Uma das mais espetaculares vitórias em competições de xadrez aconteceu no Torneio de Gyula em 1965, no qual o GM Viktor Korchnoi - na época soviético, hoje naturalizado suíço, que nos anos de 1978 e 1981 foi vice campeão mundial - obteve o título com 14,5 pontos em 15 possíveis, ficando 5,5 pontos à frente de seus imediatos seguidores Honfi e Lengyel que dividiram a 2ª colocação com 9 pontos. Para ilustrar tão marcante conquista apresentamos a rápida vitória de Korchnoi, hoje com mais de 70 anos, porém ainda um forte enxadrista, diante do checo A. Csom naquele certame. Eis a partida: Brancas – Csom Pretas – Korchnoi, Defesa Índia do Rei: 1.d4 Cf6 2.c4 g6 3.d5 Bg7 4.Cc3 O-O 5.e4 d6 6.Be2 c6 7.Be3 a6 8.a4 a5 9.g4 Ca6 10.f4 Cd7 11.h4 Cdc5 12.Bf3 Db6 13.De2 Dxb2 14.Dxb2 Cd3+ 15.Rd2 Cxb2 16.Be2 Bxg4 (0-1), pois se 17.Bxg4 Cxc4+ seguido de Cxe3.
Cálculos matemáticos estabelecem que o Rei, partindo da sua casa inicial (e1) - e seguindo o caminho mais curto, ou seja, em 7 lances - pode atingir a oitava casa (e8) de 393 modos diferentes.
Um fim de partida com o Rei e Torre contra Rei pode formar 216 posições diferentes de mate; um final de Rei e Dama contra Rei, 364.
Numa partida, após o 1º lance (saída das Brancas e resposta das Negras), podem produzir-se 400 posições diferentes. Após os 4 primeiros lances, este número se eleva a:
318 979 564 000
Após os 10 lances o número de posições diferentes é de:
169 518 829 100 544 000 000 000 000 000
Calculando a população da Terra em 5 bilhões de habitantes, se todos se ocupassem 24 horas por dia em compor essas posições, na média de uma por minuto, levariam 64 000 000 000 000 de anos.
Dois Reis podem ocupar no tabuleiro 3 612 posições diferentes. Dois Reis e duas peças quaisquer podem formar, aproximadamente, 12 000 000 de posições diversas. Dez peças:
34 254 125 120 000 000.
No xadrez existem precisamente 169.518.829.100.544 quatrilhões (15 zeros) de maneiras de jogar apenas os dez primeiros lances. Para os 40 lances seguintes de um jogo inteiro, o número é estimado em 25 x 10 elevado a 115 potência. O número inteiro de átomos em todo o universo é apenas uma pequena fração desse resultado.
O documento mais antigo, relativo ao xadrez, é possivelmente a pintura do mural da câmar mortuária de Mera, em Sakarah (perto de Gizé, no Egito). Ao que parece, essa pintura, que representa duas pessoas jogando xadrez, ou um jogo semelhante - é de uns 3000 anos antes da era cristã.
Ao contrário do que se comumente imagina, a lendária deusa Caissa - considerada a musa e protetora dos enxadristas - não é uma deusa clássica, mas sim uma criação do final do século XVIII, sem parentesco algum com as divindades do Olimpo consagradas pela mitologia. A afirmação é do árbitro internacional e autor enxadrístico espanhol Pablo Morán. Ele situa a criação da jovem musa Caissa no ano de 1772, explicando ainda que o Sir Willian Jones (1746-1794), publicou nesse mesmo ano um poema intitulado Caissa. No poema Jones descreve Caissa como uma encantadora dríade (ou ninfa) que vive nos bosques da Trácia, correspondente a um sítio na Grécia antiga onde hoje é a Bulgária.

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